terça-feira, 23 de junho de 2015

Mudar de vida

"O que faço não o entendo. Pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum. Com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço". Romanos 7:15-19

O mal usa de muitos meios para afastar os escolhidos do caminho que leva ao Céu. Influências, redes sociais, aparelhos eletrônicos, questionamentos que podem nos levar a cometer os pecados mais horrendos e mudarmos "de lado". Mudamos de lado e, por um tempo, tudo parece estar dando certo e o vazio que Deus preenche parece estar cheio. Músicas, festas, drogas, prazeres mundanos, e até uma simples mentira fazem o ser humano acreditar que tudo aquilo não é tão grave, que ele pode se libertar quando bem quiser. Mas quando passa um tempo, o inimigo começa a mostrar que não é bem assim; que não conseguimos sozinhos, que só Deus tem o poder de nos livrar dessa teia. Então nos lembramos de Deus, de como Ele nos ama, de como Ele é carinhoso, bondoso e bom. Então oramos, e Ele, na Sua misericórdia infinita, nos aceita de volta e nos concede a luz. E é aí que percebemos que temos feito o mal, e que somos dependentes do Eterno para nos livrarmos dele.

Depois disso, somos tentados a acreditar que, para nós, não há solução, pois tentamos fazer o bem e não conseguimos, e o mal está preso a nós como uma maldição. É nessa hora que precisamos nos lembrar que o Deus que servimos é O Deus. O único, no céu e na terra. Que as mãos que juntaram barro para moldar um ser tão complexo como o homem, as mãos que escreveram os 10 mandamentos no Sinai, as mãos que foram cravadas na cruz por amor a você e a mim são as mesmas mãos que estão a postos para escrever uma nova história para quem quiser.

Quando nos entregamos a Deus, e fazemos a escolha de andar com Ele em todos os sentidos, Ele vai agir de forma que consigamos fazer o bem que queremos fazer e deixar de fazer o mal que não queremos.







quarta-feira, 4 de março de 2015

Pedir

Ontem perdi meu copo térmico "fantasiado" de lente fotográfica. Eu, como uma "quase" viciada em câmeras, orei a Deus para que Ele me ajudasse a achá-lo. Só que depois disso me senti a pessoa mais ridícula do mundo. Pensa só, tanta gente orando por comida, emprego, água, vida e eu pedindo ajuda pra achar meu copo térmico. Uma oração pra pedir ajuda pra achar um copo térmico não é muito diferente de "Senhor, me ajude a achar meu copo térmico"; ao contrário de pedir por um milagre, pedir por livramento, que são orações nas quais as pessoas são totalmente dependentes da misericórdia e bondade dEle.

Fiquei pensando no que é pedir por um copo térmico que eu gosto muito, que me custou caro (e que não tem nenhuma outra utilidade além de um isolante térmico) em meio a tantas preces sinceras e repletas de angústia. Até pensei nos ateus, que argumentam que, se existe um Deus, Ele deve estar muito ocupado com o Universo infinito que tem pra governar. É como não acreditar em um Deus pessoal, que cuida de cada detalhe da nossa vida. Quando a gente pára pra pensar no cuidado que o Senhor tem por nós, é engraçado, ou melhor, maravilhoso! como Ele se importa com as pequenas coisas. Na Bíblia diz que valemos mais do que pardais (Mateus 10:31). Se Deus cuida tão bem dos passarinhos, quanto mais de nós! Eu raramente paro pra pensar nas pequenas coisas, mas, quando paro, sai um texto, uma reflexão, uma música, um poema, ou pelo menos uma frase escrita em um lugar qualquer.

Às vezes eu esqueço que Deus é Deus, e que Ele pode cuidar das angústias, aflições, dos corações partidos de todas pessoas do mundo; pode aprimorar os dons que deu, dar mais dons a quem já tem, curar um doente, conceder paz e até cuidar dos copos térmicos perdidos. Peça. Ele há de responder.

https://instagram.com/brubsgf/

Ps: ah, esqueci de contar o final da história. Achei o copo! ;)
Quem confia não se decepciona.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Feliz sábado #2

Hoje está sendo um sábado frio. Daqui a pouco começará o Culto Jovem (J.A) e, enquanto isso, eu ouço algumas músicas. Agora há pouco me deparei com uma música que eu já não ouvia há algum tempo. Eu vivo esbarrando em músicas que me fazem lembrar de coisas importantes, e é intrigante como isso sempre vem de encontro com o que eu preciso ouvir.

Essa música é especial para mim, e isso talvez seja porque eu também tenho passado por problemas vocais, (como o Pedro diz no vídeo) mas preciso sempre me lembrar que minha verdadeira adoração não está ligada ao que eu ofereço, e sim, ao que eu sou; e não está relacionada à música, pelo contrário!, ela começa justamente quando toco o último acorde, quando canto a última nota. "Quando a música terminar, vai começar o meu louvor".


domingo, 1 de fevereiro de 2015

O terceiro mandamento

Quando eu entrei pra igreja, conheci os dez mandamentos que Deus estabeleceu para o ser humano. Me explicaram cada um deles, e achei até fácil obedece-los com minha inocência de criança de oito anos. Minha mãe me mostrou o caminho para seguir cada um deles, mas eu me intrigava com aquele que dizia "não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão" Êxodo 20:7. Eu mal sabia o significado da palavra "vão", e minha mãe me explicou que eu não devia falar o nome de Deus sem necessidade. Mas como criança quer saber de tudo, perguntei o porquê. "Imagina só chamar por alguém, e quando esse alguém te atender você disser: 'ah, não é nada'"; isso foi o que ela me disse. Me falou que acontece a mesma coisa quando falamos o nome dEle em vão. Aquilo fez sentido pra mim, mas agora percebo que talvez isso também possa englobar algo mais profundo.

Porque, sabe, para as crianças nós precisamos explicar na linguagem delas, pra que entendam. Mas quando crescemos, nós mesmos exigimos e procuramos mais informações, aprofundamento. Vamos falar sobre ser cristão. Quando se é cristão, aceita-se receber o Nome de Deus, e esse Nome passa a ter influência nas ações, nas palavras, no modo de andar, no modo de vestir, no comportamento e etc. Estaria tudo bem se eu não destacasse aqui que os cristãos levam também o nome de Deus quando praticam más ações, quando falam palavras inadequadas, e quando seu comportamento não está em conformidade com Seus princípios.

Sabe quando o nome de um pai fica manchado quando seu filho faz algo errado? O de Deus fica da mesma forma quando decidimos ser dEle, adotar o nome dEle como sobrenome e erramos. Ele quer sim que adotemos o nome dEle como estilo de vida, como o reconhecimento de que temos um Criador, como um Guia, mas fazer isso de forma errônea é usar o Seu Santo Nome em vão. Ele espera mais de mim; Ele espera que eu influencie as pessoas para o bem, que minha vida seja para honrar o Seu nome e que eu me permita ser usada para que pessoas sejam levadas aos Seus pés. Fazendo isso, Ele sorrirá ao ver que não é em vão que nos privilegia permitindo que sejamos chamados Seus filhos.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Resenha "Eleanor & Park", Rainbow Rowell

Bom dia/boa tarde/boa noite, dependendo de quando você esteja lendo esse texto.

Gente, juro pra vocês que eu comprei esse livro por causa da capa. Ah, fala sério, a capa é perfeita! Sei que é o pior dos critérios pra escolher um livro, mas acertei dessa vez.

O livro conta a história de, obviamente, Eleanor e de Park (16 anos, ambos) no ano de 1986. Eleanor é uma garota "grande" (se diz gorda), ruiva, que se veste como um garoto e não tem dinheiro pra comprar sequer uma escova de dente. Eleanor acaba de voltar pra casa de sua mãe, onde vivem seus quatro irmãos  e seu (matável) padrasto, chamado também de Richie.

Já Park tem uma família bem estruturada, descendência coreana e tem condições para comprar mais que uma escova de dente. Um cara apaixonado por música punk e HQ's.

Eles se conhecem no ônibus, onde sentam um ao lado do outro mesmo Park achando a garota estranha e etc. Acabam se gostando, em meio a semelhanças e diferenças ao mesmo tempo, fitas com músicas dos Smiths, The Cure; em meio a debates sobre as HQ's lidas e os gostos em comuns. Não só isso, acabam se apaixonando em meio a toques, olhares, gestos e palavras.

Interessante como apenas eles vêm a beleza um do outro. Não é como se os garotos se interessassem por ruivas gordas e as garotas por coreanos, não quando não há mais ninguém como eles (sim, há exceções, mas enfim, continuando...). E não apenas beleza estética. Eles descobriram que se completam, que há saudade quando não estão juntos.

A história vai decorrendo: o primeiro beijo de Eleanor, a primeira paixão, a felicidade e, logo depois, as complicações, a tristeza e, enfim, o fim... do livro. Hahaha

"Era muito raro encontrar alguém assim, ele pensava. Alguém para amar para sempre; alguém que também o amaria pra sempre"


Pessoalmente, me apaixonei por esse livro. "Eleanor & Park" de Rainbow Rowell, publicado pela editora Novo Século fala sobre o primeiro amor, quando os sentimentos são novos pra gente e como tudo isso é fadado a não dar certo, a romper relações e corações. Sim, há partes do livro muito clichês, aquele blá blá blá... Mas nada que a gente não suporte, nenhum livro é perfeito.

É daqueles que não dá pra você explicar a maravilhosidade, daqueles que você precisa ler pra entender a complexidade dos personagens, a complexidade de tudo. O tipo de livro que faz você sofrer com os personagens, com as injustiças que eles sofrem. Um romance juvenil mais maduro que os demais, mais que um namorinho bobo de escola, muito mais que isso.

Em algumas partes Rowell coloca nomes de músicas. Ouvi todas, e não gostei de nenhuma. Que me perdoem Joy Divison, The Cure e todos os outros.

Eu amei os quotes. São perfeitos.

Ps: Leiam.