quinta-feira, 11 de julho de 2013

Resenha do filme "Amor e Inocência"


"Na sociedade inglesa de 1795, apenas o dinheiro fazia funcionara sociedade classicista da época e amar era considerado tolice. O Senhor e a Sra. Austen querem o melhor para sua filha caçula e planejam casá-la com o rico sobrinho de uma nobre senhora da região, mas a jovem Jane (Anne Hathaway), abençoada com um espírito independente, enxerga muito além de riquezas e posição social, além de orgulho e preconceito. Ela quer se casar por amor.E é neste momento que Jane conhece o irlandês Tom Lefroy (James McAvoy), um estudante de direito em visita ao campo. Ele é bonito, inteligente e... pobre. Seus caminhos se cruzam várias vezes. Eles duelam verbalmente na floresta,dançam no baile da assembléia, ela o derrota no jogo de cricket e ele lhe dá Tom Jones para ler. Estão se apaixonando. Sem a aprovação dos familiares, a única solução seria fugir, o que acarretaria em vergonha para a família dela e miséria para a dele. Será que o jovem casal está pronto para tomar uma decisão que tanto ofenderia a razão e a sensibilidade da época?"




Ok que eu acho uma besteira esse negócio de se casar por dinheiro, sendo que não há felicidade no dinheiro, mas... relevemos, eram coisas da época. O pai de Jane achava que ela tinha que se casar por amor, mas, devido às condições financeiras da família, ele sugeriu que aceitasse o pedido de casamento feito por sr. Wisley (Laurence Fox), neto da aristocrata Lady Gresham (Maggie Smith). Porém, ela não o amava, havia outra pessoa no seu coração: Tom Lefroy (James McAvoy). Só que este não era rico, dependia do seu tio para sobreviver. Mas quem manda no coração? Ele não escolhe as pessoas pelo dinheiro, status social, beleza, etc. Mas, voltando... Jane e Tom se apaixonaram. E eu achei interessante e emocionante o fato de que, Jane não quis se casar com Sr. Wisley apesar das dificuldades de sua família; ela preferiu seguir seu coração. E eu amei isso. Acontece que não daria certo; Tom e Jane foram feitos para se amarem, não pra ficar juntos, receio. Eu chorei do meio do filme até o final, me perguntando "oh, por que, por que eles não ficam juntos?" Mas, às vezes, há outros planos pra nós, melhores ou piores, cabe a cada um dizer. Achei legal o fato de que o final do filme não foi previsível. Não contarei o fim do filme, seria grosseiro da minha parte. Foi lindo ver a história que inspirou Jane a escrever um dos meus livros favoritos: Orgulho e Preconceito. Eu recomendo totalmente, seja pra quem tem um amor impossível como pra quem não tem o que fazer nas férias.


Título original: Becoming Jane (2007)
Gênero: Drama
Direção: Julian Jarrold
Roteiro: Kevin Hood, Sarah Williams
Elenco: Anna Maxwell Martin, Anne Hathaway, Chris McHallem, Donald O'Farrell, James Cromwell, James McAvoy, Jessica Ashworth, Joe Anderson, Julie Walters, Laurence Fox, Lucy McKenna, Maggie Smith.
Produção: Douglas Rae, Graham Broadbent, Robert Bernstein
Trilha Sonora: Adrian Johnston


Trailer

terça-feira, 9 de julho de 2013

Playlist- Parte 2

Bubbly- Colbie Caillat

De janeiro a janeiro- Roberta Campos e Nando Reis

When I was your man- Bruno Mars <3

Ironic- Alanis Morissette

Just the way you are- Bruno Mars

Don't you worry child-Swedish House Mafia (cover by Sam Tsui and Kurt Schneider) <3333

I'm alright

Wake me up- Ed Sheeran <3

Cold Coffe- Ed Sheeran

Love is easy- McFly

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Romancismo

Todos devem ter percebido que ando muito amorosa nesses últimos dias, pois ando postando poesias e etc, etc. Certo. E isso denuncia meu crime: tentei parar de ler livros de ficção mas não está dando certo, e vocês, seguidores, estão sendo atacados pelas consequências da minha falha. Sinto muito. 

Romance faz parte da minha vida, não vivo sem um livro de romance. Não sei porquê, não sei como, não sei que tipo de drogas os romancistas colocam nos livros mas, confesso, estou viciada. Não que isso seja uma bela de uma confissão a se fazer. Eu acho que leio romances por não possuir a vida romântica que tantos namorados têm, então me contento em ler livros com esses romances que vocês podem achar idiotas, chatos, melosos, mas que eu realmente não vivo sem. E sei que isso é uma coisa meio "nada a ver" de se dizer, até porque eu tenho quase 15 anos, apenas. Ninguém com 15 anos deveria se importar com qualquer coisa relacionada à vida amorosa, mas eu me importo.

Eu sei que tanta ficção romancista acumulada na minha cabeça pode causar algum problema na minha exigência de escolher meu futuro namorado, mas eu não me importo no momento. E estou desabafando aqui porque ninguém lê meu blog, mesmo (tristezas a parte).

Além de ler esse gênero como substituição de um amor inexistente, eu acho lindo romances. É lindo quando duas pessoas se relacionam, andam de mãos dadas, fazem declarações para seu/sua parceiro(a), e relatado nos livros é ainda mais mágico, ainda mais pra quem não vive esse tipo de coisa. 

Mas, convenhamos, se eu não ler romance vou ler o quê? Aventura? Não. Terror? Não mesmo. Erotismo? Tá brincando?! O que sobra? O que?


Playlist- Parte 1

Aê! Férias finalmente! E como estou sem nada pra fazer, vou postar uma playlist de músicas que eu amo. A maioria é cover, porque eu amo esses covers, total. Mas vou dividir essa playlist em 3 partes pois há muitas músicas, e mesmo assim não vai dar pra postar todas elas em 3 partes porque as playlists ficariam muito extensas. 


Evertthing Has Changed- Taylor Swift (feat. Ed Sheeran)

Clarity- Zedd feat Foxes (cover by Alex Goot, Luke Conard and Landon Austin)

Monomania- Clarice Falcão

A Thousand Years- Christina Perri (Boyce Avenue acoustic cover)

I Won't Give Up- Jason Mraz feat. Sungha Jung <33333333333


93 Million Miles- Jason Mraz <3333

22- Taylor Swift (Cover by Alex Goot, Sam Tsui, Kurt Shneider, Chrissy and King The Kid) <33333

Just Give Me a Reason- Pink (cover by Kurt Schneider, Sam Tsui,Kylee)

A Drop in The Ocean- Ron Pope

Brave- Action Item


sábado, 6 de julho de 2013

"Quadrilha"

Por que você gosta de quem não gosta de você? Já escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade:

"João amava Teresa que amava Raimundo 
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto
Fernandes
que não tinha entrado na história."

Pra que insistir?



quinta-feira, 4 de julho de 2013

Resenha: "Cores de Outono

Melissa e Alice perdem seus pais em um acidente de carro e vão morar com seu avô, George, na cidade pequena da sua infância. Melissa, a mais velha com 21 anos, é desastrada a ponto de acreditar que as "forças sombrias" do universo se divertem com as humilhações dela, por isso elas se repetem. Tentando superar a perda da mãe e do padrasto, Melissa tenta construir uma nova vida. Uma vida baseada em cuidar de quem ela ama, ou seja, proteger e educar sua irmã caçula, Alice. Não estava preparada para um novo amor quando conheceu Vincent: "o homem alto de ombros largos usava um combinado preto, simples e perfeito. Seu físico atraente se movia na roupa justa enquanto ele caminhava ao meu encontro como um felino, elegante e sedutor. Seu rosto possuía traços fortes, bonitos, mas sérios [...]. As sobrancelhas grossas emolduravam olhos penetrantes e o nariz reto, bem definido, completava lábios assimétricos. Seu cabelo liso, um pouco comprido, caía em mechas na testa fazendo o contraste de preto e branco. E essa aparência irreverente conferia-lhe um charme enigmático... irresistível.". 

Ele mudava de humor constantemente, mas isso não impediu que Melissa se apaixonasse por ele. "Nunca sabia qual seria sua reação, sua personalidade arrogante estava esfarelando meu autocontrole, embora sua elegância e beleza genuína amolecessem meus ossos. Esse homem tinha sérios problemas de socialização, de humor, e ainda havia espaço para um emaranhado de esquisitices emocionais impossíveis de descrever. E para piorar essa loucura, não podia mais negar o fato de que estava, incompreensivelmente, apaixonada por ele. Vincent me fascinava ao ponto de me deixar sem palavras. E o que mais assustava... esse homem intimidador me atraía ao ponto de fazer uma revoada de borboletas rodopiarem em meu estômago até me deixar sem ar. Isso não era medo, muito menos era normal".


Por se apresentar sempre mau humorado e carrancudo, Vincent era motivo de desprezo e fofocas na cidade. Ele morava com a família Von Berg, e a população da cidade inventava várias histórias sobre aquele lado da montanha. Todos achavam essa família estranha, por viver tão isolada. E vamos dizer que a expressão mau humorada de Vincent não atraía amizades e boas histórias para a família Von Berg. É certo que ele não era normal... e só quem leu o livro sabe o que ele é realmente. O cavalheiro carrancudo não costumava atrair amizades, mas atraiu Melissa, e seus caminhos sempre se cruzavam. George não aprovava a amizade deles, e Arthur também não. Arthur era um amigo de infância de Melissa, e estava apaixonado por ela. Pena que não era recíproco, Melissa amava a outro: "O tempo passava vagarosamente agora e aceitei a verdade. Por mais que Arthur pudesse ser a pessoa certa, o amor possível, real e esperado, ele não se comparava com o amor que eu sonhava... Com o homem que eu desejava. E não poderia me enganar, não poderia trair meu coração. Sempre imaginei que teria de viver o amor para experimentar suas dores, mas apenas o sonho desse amor impossível estava me dilacerando".

Mas havia decisões que ela precisava tomar, precisava ter certeza do que queria pensando em Vincent e na sua família. Melissa duelou com o amor e a desconfiança. Como viver no mundo de Vincent e ao mesmo tempo proteger sua família? "Sentia-me adormecida, como uma árvore no outono, quando o destino mostrou novas cores, novas possibilidades. Ele colocou em meu caminho um cavalheiro sombrio, um amor improvável. E entrei em seu mundo inimaginável, desafiador, imprevisível... mágico! Com todas as definições reais e irreais da palavra. E agora tenho novos medos, muito mais perigosos. Preciso proteger as pessoas que amo, enfrentar sombras, magos, elfos... mas também aprender a confiar e não desistir. Pareço louca ao admitir que tudo isso seja real, mas o calor que aquece meu peito só cresce, mostrando que sou mais louca ou mais apaixonada do que jamais imaginei um dia".

Amei a narrativa em primeira pessoa! Keila Gon relata os pensamentos e conflitos internos de Melissa de uma forma completamente real, e é capaz de envolver qualquer um na história e no personagem. Me envolvi muito, a ponto de sentir tudo o que Melissa estava sentindo, todas as dúvidas que ela tinha...
Parabéns, Kê, por conseguir retratar os personagens, os acontecimentos, os olhos turquesa de Vincent e os sentimentos de Melissa de uma forma tão realista. Parabéns também por criar esse mundo mágico
, mais um entre todos esses livros que já existem, mas esse já se tornou especial pra mim. Mal posso esperar pelo próximo livro, "Sombras da primavera". Há previsão de lançamento?? Hahaha
Tenho tanto a falar sobre esse livro, dizer o quanto ele me envolveu, o quanto eu o A-M-E-I, e postar mais alguns trechos... Mas/porém/contudo/entretanto, ia acabar por ser uma resenha com spoiler. :(
Eu recomendo totalmente. E como diz Keila Gon: "Muitos olhares turquesa pra vocês". ;)


Link do blog da Keila: http://coresdeoutonokeilagon.blogspot.com.br/

terça-feira, 25 de junho de 2013

"Presságio"- Fernando Pessoa

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

domingo, 23 de junho de 2013

"Intoxicados pelo eu"- Martha Medeiros

  • Outro dia acordei com uma espécie de ressaca existencial, sentindo necessidade de me desintoxicar, e era óbvio que o alívio não viria com um simples gole de Coca-Cola. Precisava, antes de tudo, descobrir o que é que estava me pesando, e logo percebi que não era excesso de álcool, nem de cigarros, nem de noitadas, os bodes expiatórios clássicos do mal-estar, e sim excesso de mim.

    Desconfio que já tenha acontecido com você também: de vez em quando, sentir os efeitos da overdose da própria presença. Desde que nascemos, somos condenados a um convívio inescapável com a gente mesmo. Quando penso na quantidade de tempo que estou presa a essa relação, fico pasma de como consegui suportar tamanho grude. Eu e eu, dia e noite, no único relacionamento que é verdadeiramente pra sempre.

    Ando escutando uma banda uruguaia chamada Cuarteto de Nos, cujas canções possuem letras divertidas e sarcásticas, entre elas, "Me Amo", uma crítica bem-humorada a esse era narcisista que estamos vivendo. O personagem da música não ouve ninguém e não consegue imaginar como seria o mundo sem a sua presença. Tem muitas garotas, porém nenhuma é digna dele. Está muito bem acompanhado a sós. “Soy mi pareja perfecta”.

    Intoxicação talvez seja isso: considerarmos que somos um par. Só que no meu caso, sou um par em conflito. Um eu que deseja fugir e outro eu que deseja ficar. Um eu que sofre e outro eu que disfarça. Um eu que pensa de uma forma e outro eu que discorda. Um eu que gosta de estar sozinho e outro eu que precisa amar. Nada de pareja perfecta, e sim caótica.

    Uma relação tranquila consigo mesmo talvez passe pela conscientização de que não devemos dar tanto ouvido às nossas vozes internas e que mais vale nos reconhecermos ímpares e imperfeitos por natureza. A vida só se tornará mais leve e divertida se pararmos de nos autoconsumir com tanta ganância e darmos uma olhadinha para fora. A gente perde muito tempo pensando na nossa imagem, no nosso futuro, nos nossos problemas, nas nossas vitórias, no nosso umbigo. Até que um dia acordamos asfixiados, enjoados, sem ânimo e sem paciência para continuar sustentando a pose, correspondendo às expectativas, buscando metas irreais, vivendo de frente pro espelho e de costas pro mundo.

    É a era do egocentrismo, somos vítimas de um encantamento por nós mesmos, mas, como toda relação, essa também desgasta. Fazer o quê? Esquecer um pouco de quem se é, esquecer da primeira pessoa do singular, das nossas existências isoladas, e pensar mais no que representamos todos juntos. Ando cansada de tantos eus, inclusive do meu.

    20 de fevereiro de 2011