quarta-feira, 2 de abril de 2014

"Todo Dia"- David Levithan

Bem, o livro fala de um ser. Já começou estranho, né? Bem, esse tal "ser", que se denomina "A" não tem um sexo nem um corpo. Acontece que esse tal A vive a vida de uma pessoa diferente a cada dia que se passa. Aí vc me pergunta: "como assim vive a vida de uma pessoa?". É simples e diferente: esse ser vive dentro do corpo de uma pessoa diferente a cada dia. Entendeu? É estranho assim mesmo.

Ok, o livro é narrado em primeira pessoa por esse tal ser, e acontece que, vivendo a vida de um de seus hospedeiros, ele se apaixona por uma garota: Rhiannon (até hoje não sei como se pronuncia esse nome; inventei uma pronúncia que ficou tipo "Rienon"). Ele passa um dia incrível com ela, e a partir daí, todo dia quando ele acorda, tenta localizar aonde seu hospedeiro está, e a quantos quilômetros dela.

Ele passa a fazer de tudo pra vê-la, e em um certo momento ele conta a ela seu grande segredo. Ambos se amavam, mas como fazer dar certo uma relação com um ser que muda de corpo todo dia? Um ser que um dia pode estar na mesma quadra, e em outro, pode está do outro lado do país ou do mundo? Como viver uma vida assim? "Mas como posso fazê-la enxergar através da indistinção se sou um corpo que ela nunca vai enxergar de fato, em uma vida que ela nunca será capaz de apoiar verdadeiramente?"

"Queria que o amor conquistasse tudo. Mas o amor não conquista tudo. Ele não pode fazer nada sozinho".

Os pontos mais marcantes dessa história são o amor deles, tão instável, mas tão verdadeiro; e o próprio A, tão só, sem possibilidade de ter nenhum relacionamento, mas com um coração tão grande! Costumo pensar que, se todos pensássemos como ele, teríamos um mundo livre de todo tipo de preconceito e longe de estereótipos. Desejei sim uma vida melhor pra A, um corpo estável, mas aí lembrei que ele não existe hahaha :(



Confesso que tenho uma relação meio de amor e ódio com David Levithan agora. Isso porque ele escreveu um romance gay com John Green, e eu esperava que não houvesse nada muito homossexual nesse; mas houve. Não que eu seja homofóbica nem nada disso. Só não gosto de ler trechos de mulheres ou homens beijando pessoas do mesmo sexo da mesma forma que os homossexuais não devem gostar de romances héteros. Maaaaaas, fora isso, EU AMEI ESSE LIVRO! É tão lindo, gente! A é tão lindo na sua personalidade, na sua forma de pensar... E apesar de todas as resenhas falarem mais do romance do que qualquer outro elemento do livro, eu sugiro que vocês leiam focando também nos pensamentos de A, na forma como ele suporta os vícios dos seus hospedeiros e tudo o mais. "Todo Dia" é um livro da Editora Galera Record, que, aliás, pela primeira vez não me decepcionou com erros ortográficos! Parabéns, Galera! Progredindo sempre! Hahaha. Gente, agora é sério, leiam, releiam e re-releiam esse livro :*

sábado, 29 de março de 2014

Você tem medo de ser a minoria?

Tem?

Tem medo de fazer parte de uma "minoria impopular"?

Quem nunca viveu uma experiência em que pareceu que todos estavam contra você? E é ruim, eu sei. Não apenas quando você faz parte das poucas pessoas que ouvem Passenger, que leem livros que ninguém nunca ouviu falar, mas também quando você faz parte de um povo, uma religião, que é a minoria neste mundo. E como cristãos, devemos nos manter firmes no que acreditamos, estarmos preparados pra ir na contramão, defender o que é certo... Porque quando você escolheu ser um cristão de verdade, você automaticamente escolheu fazer parte de uma minoria impopular, uma minoria que vai passar por perseguição, uma minoria que vai ser ridicularizada, mas uma minoria que tem um Protetor e que será recompensada.

Deus diz: "Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar" (Josué 1:9) e "[...] aquele que perseverar até o fim será salvo". (Marcos 13:13)


segunda-feira, 24 de março de 2014

Chances

Hoje é um belo dia. Não por estar fazendo um tempo bom, nem pelo fato de ter chá gelado na geladeira, e muito menos por eu estar tendo que estudar que nem condenada para as provas da semana, e sim porque hoje Deus me deu uma nova chance. Uma nova chance pra tomar vergonha nessa minha cara e fazer o impossível pra ser uma cristã de verdade, uma nova chance pra me arrepender e fazer tudo diferente, uma nova chance pra testemunhar, falar de Deus. Na verdade, isso não aconteceu apenas hoje; tem acontecido durante todos os dias que se passaram.

E eu sou grata mais uma vez pela misericórdia e perdão dEle.

instagram.com/opsbuby

terça-feira, 4 de março de 2014

"A Abadia de Northanger"- Jane Austen

Nesse livro, Jane Austen conta a história de sua amada "heroína" Catherine Morland, no século XVIII. Catherine, garota nada caracterizada pela sua beleza e inteligência que morava num lugarejo com seus pais e alguns irmãos, foi um dia convidada a viajar com seus amigos sr. e sra. Allen para Bath. Lá, Catherine conhece os Thorpes, e se torna amiga da filha mais velha deles: Isabella. Conhece também Henry Tilney, sua irmã Eleanor e seu pai general Tilney.

Uma característica marcante de Catherine é sua paixão por romances góticos. Em um dado momento ela é convidada a viajar com a família Tilney para a Abadia de Northanger. A essa altura, já apaixonada por Henry e animada com a ideia de conhecer o cenário de seus livros, aceita o convite. Lá acontece uma série de coisas relacionadas à esquisitice e inocência de Catherine. Principalmente quando ela se deixa levar pela imaginação...



Enfim, quando falam em Jane Austen, não importa o que eu esteja fazendo, me atento para o que estão falando. Jane Austen pra mim é tudo! Me apaixonei pela escrita dela já quando li "Orgulho e Preconceito". Ganhei "A Abadia de Northanger" da Editora Martin Claret  de presente da minha amiga Kamila, e já sabia que coisas boas me esperavam. Esse livro, como todos os outros de Jane, faz uma crítica. Uma crítica direcionada aos críticos que acusam o romance de ser fútil e "coisas de mulheres". Ele também é caracterizado pelo uso irônico da palavra "heroína" que Jane utiliza para se referir a Catherine, pois de heroína ela nada tem!, principalmente quando se repara no nível absolutamente EXTREMO de inocência dela. Uma coisa muito importante que reparei no livro é que, quando estava na abadia, Catherine deixou voar sua imaginação. E isso se deu pela influência do tipo de leitura que ela estava acostumada a ler. Acho que podemos tirar lições dessa parte, não? Ri demais com a escrita satírica e irônica de Jane Austen nesse livro; escrita que não foi predominante em "Orgulho e Preconceito". Esse pode não ser o livro mais romântico de Jane, longe disso!, mas com certeza absoluta é o mais engraçado. Eu recomendo total e completamente!

Carnaval #2

Carnaval, hein galera? Finalmente! Eu, particularmente, só gosto do carnaval porque carnaval=feriado. Eu como cristã, não acho muito apropriado participar desse tipo de festa. Fui pra fazenda fugir um pouco dessa farra toda, aproveitar o feriado pra ficar em contato com a natureza, com Deus.

Nunca fui numa festa de carnaval nem nada do tipo, mas tenho completa certeza que não deve acontecer coisas muito diferentes de bebedeiras, dança, música alta, e afins. Acho que nós, como cristãos, devemos nos preocupar em dar exemplo aos que ainda participam de festas como essa. Decidir andar na contra mão do mundo já é o primeiro passo; o passo seguinte é ir na contramão, de fato. Mostrar ao mundo que somos diferentes. Sei que existem pessoas que não são cristãs e que também não participam do carnaval, e que ótimo! Que bom que existem pessoas que possuem pensamentos semelhantes aos de um cristão, pelo menos em parte. Nesse feriado, quase todas (se não todas) as igrejas estão em retiro espiritual, não só fugindo dessas festas, mas orando por quem está participando delas. 

Meu carnaval está sendo maravilhoso na companhia da natureza, dos meus livros, da tranquilidade, do meu violão e de Deus. E não tenho dúvida de que alguém que se submeta a esse tipo de diversão no carnaval tenha proveito disso.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Estevão- O primeiro mártir cristão

Estevão era um homem cheio da graça e do poder de Deus. Estava lá ele a falar sobre Deus, realizando maravilhas em Seu nome, até que chegaram uns membros de uma sinagoga de judeus e começaram a discutir com ele. Era evidente que Estevão falava por meio do Espírito Santo, e que era um estudioso da Palavra de Deus. Acontece que os tais membros ignoraram essa parte de que ele era inspirado pelo Espírito, e levaram-no para o concílio do Sinédrio, acusando-o de falar contra a Lei de Deus. Quando Estevão se pôs a responder a acusação, "um santo brilho resplandeceu em seu rosto, e 'todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo'". Estevão se defendeu, e ainda deu um sermão para os presentes no Sinédrio, um sermão que falava da rebeldia deles: "Povo rebelde, obstinado de coração e de ouvidos! Vocês são iguais aos seus antepassados: sempre resistem ao Espírito Santo! Qual dos profetas os seus antepassados não perseguiram? Eles mataram aqueles que prediziam a vinda do Justo, de quem agora vocês se tornaram traidores e assassinos- vocês que receberam a Lei por intermédio de anjos, mas não lhe obedeceram".

A Bíblia diz que, depois disso, ficaram furiosos, rangeram os dentes (que fúria!), arrastaram-no para fora da cidade e os apedrejaram até a morte. E este foi Estevão, o primeiro mártir cristão. O primeiro que morreu defendendo a Lei de Deus.

Eu quis falar sobre essa história porque ela me fez pensar muito sobre o que eu estou priorizando na minha vida, e se morreria defendendo o meu Deus, e no que eu acredito. É uma coisa meio forte, né, pensar desta forma. Mas acho que nós, como cristãos, devemos estar dispostos a passar por provas, independente de quais sejam. E se tivermos que morrer por Cristo, que morramos! Pois o que nos aguarda está muito além deste mundo! Não sejamos como Pedro, que disse que se fosse necessário, morreria com Jesus e depois O negou três vezes. Eu penso nas pessoas que assistiram àquela cena: Estevão morrendo apedrejado e mesmo assim glorificando a Deus. Penso no que elas sentiram, se se converteram... Com certeza a morte de Estevão não foi em vão. Claro que Deus não ficou feliz em ver seu filhinho ali, sendo apedrejado, mas Ele tinha um plano para Estevão, e ele estava disposto a cumpri-lo.

O fim está próximo, e acredito que Deus tenha um plano para cada um de nós. Mas será que eu estarei preparada para enfrentar o que está por vir? Quanta fé é necessária! Quanta fé Estevão tinha! Ele, eu tenho certeza, foi fiel até a morte. Se passarmos por provações, talvez até em menor escala ou gravidade, tenhamos certeza de que Deus está conduzindo tudo. Ele nos observa lá de cima, e espera que confiemos nEle com todo o nosso coração, e que emitamos a Sua luz*

"Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que o seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Tudo isso, porém, vos farão por causa do Meu nome. (...) Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírit
o da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim; e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio." João 15:20-21,26-27

E um conforto:

"Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel"- Isaías 41:10



*Entrem no blog da Déh clicando nesse link, lá tem mais informações. Aproveitem e leiam os outros textos dela, são ótimos ;)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Quote #1

"Apenas se lembre de quem você é, Jack - disse o velho - o mundo vai tentar transformar você em outra pessoa. Não deixe. É o melhor conselho que qualquer um pode dar a você."